É essencial que o vereador conheça as engrenagens da gestão pública para que a sinergia entre o executivo e o legislativo municipal se traduza em políticas públicas eficazes.  Com o intuito de ampliar esse conhecimento, a Câmara Municipal de Almenara, representada pelos Vereadores Catia Soares de Oliveira ( Catinha da Academia ) líder de governo, Romércio Gobira (presidente) e Sérgio Góes, participa do VII Congresso Mineiro de Vereadores, promovido pela Associação Mineira de Municípios (AMM), em Belo Horizonte, nesta terça-feira, 14 de março, com cerca de 600 vereadores mineiros para que possam, durante os dois dias de evento, discutir seu papel e responsabilidades na administração do município.

A mesa de abertura contou com representantes de órgãos estaduais e municipais, como: o vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), Mauri Torres; o presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Marcio Lacerda; o presidente da Frente Mineira de Prefeitos (FMP), Wladimir Azevedo; o representante da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Ângelo Roncalli, os deputados estaduais Antônio Carlos Arantes, Edminho Madeira, Bosco e Cristiano Silveira; o vice-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, vereador Orlei Pereira, e o superintendente geral da AMM, Gustavo Nassif. Como representante de todos os vereadores presentes, o presidente da AMM convidou para a mesa o vereador do município de Barroso, Baldonedo Napoleão.

Atuação e papel do vereador na democracia

A importância do vereador, seu papel na democracia e com a sociedade foi destacada pelo presidente da AMM durante a palestra de abertura do evento.  Além das funções do vereador, como assessoramento do executivo, indicando necessidade, promovendo os problemas e levando a demanda da população, e a função julgadora das contas do Poder Executivo municipal, Andrada chamou a atenção para uma questão maior, que é o desafio das democracias atuais, a perda de credibilidade da representação popular e a concentração do  poder  em Brasília.

“Nós não somos entes federativos, somos indigentes federativos. Vivemos mendigando, correndo atrás e pedindo que atendam às demandas dos municípios”, criticou.

Ele explicou que o modelo federativo vem dos EUA. “A nossa estrutura não é tão autêntica, os estados têm uma força política muito fraca, e os municípios menos ainda”, destacou. E, nesse contexto, o município fica sem voz. “Daí a necessidade de associações municipalistas, como a AMM, fazerem movimentos, agitações, passeatas, marchas, para que o município possa ser ouvido nas suas demandas.

Andrada destacou que o Brasil atravessa uma grave crise federativa, jogo de empurrar responsabilidades, e na ponta, os prefeitos e vereadores. “A vida na cidade não para, e, por isso, é preciso reagir com indignação”, finalizou.

A programação conta ainda com palestras e debates sobre a atuação do vereador, a situação financeira dos municípios, obrigações legislativas, Lei Orgânica, Regimento Interno e Processo Legislativo, entre outros assuntos.

Conforme os Vereadores Almenarenses presentes ao Congresso, o evento se enquadra de maneira satisfatória na busca incessante de conhecimentos para que eles possam promover políticas públicas voltadas para o fortalecimento das ações da Câmara Municipal de Almenara.